(Fernanda M. de C. Barros)
Olhar de Fome ele tinha...Mas uma fome com graça,
Cheia de graça,
E não fome faminta.
Quer dizer,
Ela era sim faminta,
Mas uma fome compartilhada,
Comigo compartilhada.
Um caçador não parecia.
Não havia predador e caça.
Não havia faminto e comida.
Não há, na verdade não há.
Porque comigo ainda vive seu olhar.
E não sei como explicar,
O que é caça e não é.
Quando faminto e comida se é.
Quando ser caça e caçador se quer.
Não sei como explicar esse nosso olhar!
Faminta Comida,
Comida Faminta;
Somos nós.
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