(Fernanda M. de C. Barros)
A Prima VeraEntra sempre pela janela.
Cigarra potente no meu Azul turquesa.
Mas foi-se embora
a potência de minha prima.
Vera tinha,
Se tinha!
Voz cigarreada,
Voz cigarreada,
Uma alteza.
Alto era, Prima Vera,
Som de sua voz potente.
Voou muito, voou longe
Mas deixou suas asas em frente.
Frente a todos os amores
que presenciou na janela.
Foi cantando, foi sorrindo,
Foi mudando, foi sumindo.
Para alguns, foi morrendo!
Deixando sempre as asas,
Que marcam a presença dela.
Ai como sinto falta do canto,
Da cigarra!
preenche a primavera.
O som da primavera!
O Som da Primavera!
Cigarra primavera canta,
Cigarra primavera espera!
Primavera espera pra se fundir no canto dela,
Meu quarto céu turquesa,
engana a pobre cinderela!