quarta-feira, 31 de março de 2010

Doce

(Fernanda M.C. Barros)
Menino seus olhos:
Me encanta o olhar.
Seguem sorrindo,
Seus olhos!
Parecem cantar!

Com Sorrisos, fios, teus olhos...
Mas negou-se a metidez!
Doce espectador,
De choros depois!
Escadas a dois.
Assim se fez.

Ecoa profundo a fala,
Ecoa no ar.
Há doce mais doce?
Não há.

E tu, de onde és?!
Francis de Ca!
Doce teus olhos,
Azul!Espelho da alma!
Espelho do mar!

Na maré mansa, teu sorriso,
Me fez descansar!

Menino, seus olhos,
Jeito amor de falar!
What makes you so kind?
Parece amar!

Sensível ao Cheiro

(Fernanda M.C. Barros)
Posso sentir no ambiente
O cheiro que toda a gente deixa ao passar.
E é como, quando encontrei seu cheiro;
Se por ti me encantei primeiro
Passei a dele gostar.

Cheiro bom que me marca,
Como estou sensível aos cheiros farejar.
Como num golpe duro te rastreio,
E o teu cheiro chega primeiro;
Logo posso te achar.

Caminho por vários farejos
Cheiros de vários perfumes, junto à brisa do mar
Mas meu coração enganoso,
Reconheci teu cheiro na luz do luar.

E o cheiro que antes amava,
Agora enojada me fez regojitar.
Não é que desencantei do cheiro
Mas por ti primeiro,
estou a desencantar!

Teu cheiro,
Meu coração,
Escolheu não mais gostar!

Meu coração, tão perverso;
No engano flutua sem se incomodar.
Me balança a me lembrar de cheiros,
vozes, gestos e exageros;
Finge saber se devo deles gostar!