domingo, 5 de dezembro de 2010

Sem Comer o Presente

(Fernanda M. C. Barros)
Deixa o futuro da gente estalar!
Deixa o futuro da gente estar lá!
Vamos viver o presente.

Porque o futuro nem sempre se dá.
O futuro nem sempre se dá,
do jeito que se tem em mente.

Eu deixo o presente brilhar,
não deixo o futuro presente passar,
Pois vou seguir em frente.

No entanto me pego a dançar e falar,
Cantar, viver e Amar,
em Tempo de tempo corrente...

Eu me permito perdoar,
Eu me permito criar,
No livro do consciente!

Quisera eu poder voar,
Viver o tempo em seu lugar,
e não comer o presente.

E que presente seria;
Ver a nuvem se dissolver como deveria,
sem tantas coisas no ar!
Tanta coisa na mente!

sábado, 23 de outubro de 2010

Prima Vera

(Fernanda M. de C. Barros)
A Prima Vera
Entra sempre pela janela.
Cigarra potente no meu Azul turquesa.

Mas foi-se embora
a potência de minha prima.
Vera tinha,
Se tinha!
Voz cigarreada,
Uma alteza.

Alto era, Prima Vera,
Som de sua voz potente.
Voou muito, voou longe
Mas deixou suas asas em frente.

Frente a todos os amores
que presenciou na janela.
Foi cantando, foi sorrindo,
Foi mudando, foi sumindo.
Para alguns, foi morrendo!
Deixando sempre as asas,
Que marcam a presença dela.

Ai como sinto falta do canto,
Da cigarra!
preenche a primavera.
O som da primavera!
O Som da Primavera!
Cigarra primavera canta,
Cigarra primavera espera!

Primavera espera pra se fundir no canto dela,
Meu quarto céu turquesa,
engana a pobre cinderela!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Batem Bem

(Fernanda. M. de C. Barros)

e é pra falar...eu fico aqui pensando...

e é pra pensar...eu fico aqui falando...

o q eu penso no fundo nem sempre importa,

mas as palavras sempre batem em minha porta...
elas vem bater aqui também...

só nao sei se baterão bem!
loucas,não batem nada bem!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Olhar de Fome.

(Fernanda M. de C. Barros)
Olhar de Fome ele tinha...
Mas uma fome com graça,
Cheia de graça,
E não fome faminta.

Quer dizer,
Ela era sim faminta,
Mas uma fome compartilhada,
Comigo compartilhada.
Um caçador não parecia.

Não havia predador e caça.
Não havia faminto e comida.
Não há, na verdade não há.
Porque comigo ainda vive seu olhar.

E não sei como explicar,
O que é caça e não é.
Quando faminto e comida se é.
Quando ser caça e caçador se quer.

Não sei como explicar esse nosso olhar!

Faminta Comida,
Comida Faminta;
Somos nós.

A Coragem de hoje

(Fernanda M. de C. Barros)
Então ta!
Te coloca em meu lugar;
Te convida pra dançar.
Vai ver se é fácil menina!

Ráhhh...chego perto devagar,
porque se não quiser dançar,
fico todo embaraçado menina!

Sempre rodeando ocê,
sempre na maior cautela,
Procê não me desfazer.
Se o fizer,
eu saio com ela menina!

To até pensando forte,
Talvez não tenha essa sorte,
Então jogo algum verde menina!

Mas você gosta é de coragem né!?!
pode parecer bobagem,
mas até que sou corajoso menina!

Só to me garantindo a vida!!
Se não tiver sua companhia
Não vou ficar tão desgostoso menina!

Talvez não seja prioridade,
Até gosto docê de verdade,
mas levar não,
não é mesmo minha sina!

Então entenda minha abordagem,
Hoje,só hoje,
eu estou sem coragem!
Tadinha de você, menina!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Preferi te ligar de uma vez!

(Fernanda M. de C. Barros)
Chegou!Já deu!
Passou dos limites!
Sou eu que me sinto sozinha,
só Eu!
Passou dos meus limites.

Não foi você! não foi você;
Que passou por mudanças no seu barracão!
Porém mesmo assim,
Mesmo "afim",
Sumiu de mim com o seu coração.

Não foi tua pele, nem teu corpo;
Que atacado por vírus vis,
Se pôs de cama com dor,
Por dois dias,
E eu nem quis!

Você não estava cansado,
Ao ponto do telefone não alcançar.
Fiquei em mim, arranjando desculpas;
Para eu mesma te ligar...

Dias cruéis, tristes, e cansados passei,
Não a imensidão de dias de um romance!
Mas quatro dias de uma só vez.
E você...nem pra mensagem mandar.

Sem Internet e créditos pra uma interurbano;
O que espera você que eu faça?
Além do que, não foi você
Que passou mal, desfez e fez mudança.

Eu mesmo mau e cansada
Corri atrás de nós dois.
Alguns dias se foram,
Se foram e não ouvi sua voz.

Já deu, é demais,
mas você ouvirá isso depois!

Quando enfim Telefonar,
Sorrindo como quem nada fez.

Saudades de você senti...
preferi te ligar de uma vez.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Para Mim é Sagrada

Fernanda Monteiro de Castro Barros
Porque pra mim,
A musica é sagrada!
é perfeita como o bom Deus.
Cabe ao homem não estragá-la.

Pra mim, a musica é um alívio!
Não só um vibrante, um sonoro presente,"que fluir",
Mas, um dizer de quem falar não quer,
ou aquilo que se diz pra quem não pode ouvir!

Para mim, a musica é romance!
Me surpreende, me toca,
me abala, me segue.
E faz isso de tal maneira, tão conhecedora de mim...
Bendito o Homem que isso consegue!

domingo, 25 de abril de 2010

Demonstrar é preciso!


(Fernanda M.C. Barros)
Haahaahaha...
Sério?!Sério!??Palavras...
E ó, que ja me fizeram cada pergunta...

Me perguntaram se um dia iria lembrar
De apagar as luzes ao sair do quarto,
Se sempre que saisse de casa
Deixaria o ventilador ligado!

Responderia: sempre?
Responderia: Nunca?
Ou não responderia nada?
Porque se me justifico,
Parece que estou errada!

Me perguntaram aonde iria viver?
Me perguntaram quando iria voltar??????
Me perguntaram: como é q ce ta?
Me perguntaram muito só por perguntar!

Me perguntaram as perguntas mais banais.
Perguntas as quais não se responde, se faz!
Nunca te faltaram respostas?
Você disse: Nunca!Jamais!

Haahaahaha...
Sério?!Sério!??!Foram só palavras!
E ó, que ja me fizeram cada pergunta...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Não more nos poemas, meu bem!

(Fernanda M. C. Barros)
Um poema pra você, meu bem?
Como os que eu fiz para alguns?

Mas eles tem defeitos
Se ohar direito,
Vai ver que Final Feliz,
Neles não há nenhum!

Sem começo, sem meio,
Sem tempo, sem fim!
Outros, trágicos,
Lembranças,
Que só incomodam a mim!

Desses me encarrego de escrever,
Liberar o frio que vem das tragédias ou "temporais"!

De ti, me importa apenas viver,
Meu bem!
Lutando para q não venha,
Morar só nos poemas, Jamais!

O Que Tem de Mim

(Fernanda M.C. Barros)
Que tem de mim em seu sorriso?
Que tem de mim em sua cabeça?
Que tem de mim em teu olhar?
Que tanto faz com que não te esqueça.

Que tem de mim na sua fala?
No teu cheiro, tua pele, tua rima?
Que tem de mim em teu pensamento?
Que entregue ao vento da voz me fascina.

Há de ser a lembrança mais pequena;
Não penso que em nenhum poema ela possa habitar!
Há de ser alguma lembrança.
Há de ter alguma lembrança.
Há de em mim pensar!

Vejo seu sorriso,seus olhos,
Tua fala, tua rima, seu cheiro.
Q que tem de mim?
Eu sei que há.
Sei que há algo, mas não vejo.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Doce

(Fernanda M.C. Barros)
Menino seus olhos:
Me encanta o olhar.
Seguem sorrindo,
Seus olhos!
Parecem cantar!

Com Sorrisos, fios, teus olhos...
Mas negou-se a metidez!
Doce espectador,
De choros depois!
Escadas a dois.
Assim se fez.

Ecoa profundo a fala,
Ecoa no ar.
Há doce mais doce?
Não há.

E tu, de onde és?!
Francis de Ca!
Doce teus olhos,
Azul!Espelho da alma!
Espelho do mar!

Na maré mansa, teu sorriso,
Me fez descansar!

Menino, seus olhos,
Jeito amor de falar!
What makes you so kind?
Parece amar!

Sensível ao Cheiro

(Fernanda M.C. Barros)
Posso sentir no ambiente
O cheiro que toda a gente deixa ao passar.
E é como, quando encontrei seu cheiro;
Se por ti me encantei primeiro
Passei a dele gostar.

Cheiro bom que me marca,
Como estou sensível aos cheiros farejar.
Como num golpe duro te rastreio,
E o teu cheiro chega primeiro;
Logo posso te achar.

Caminho por vários farejos
Cheiros de vários perfumes, junto à brisa do mar
Mas meu coração enganoso,
Reconheci teu cheiro na luz do luar.

E o cheiro que antes amava,
Agora enojada me fez regojitar.
Não é que desencantei do cheiro
Mas por ti primeiro,
estou a desencantar!

Teu cheiro,
Meu coração,
Escolheu não mais gostar!

Meu coração, tão perverso;
No engano flutua sem se incomodar.
Me balança a me lembrar de cheiros,
vozes, gestos e exageros;
Finge saber se devo deles gostar!